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Como reduzir custos na cobrança sem prejudicar a recuperação de crédito

Quando a empresa decide reduzir custos na cobrança, a primeira reação costuma ser revisar contratos, renegociar fornecedores ou reduzir despesas operacionais. Em muitas empresas, isso significa cortar investimentos em tecnologia, diminuir a equipe ou limitar o uso de determinados canais de cobrança. O problema é que essa abordagem frequentemente ataca o lugar errado.

Em operações de cobrança, o maior potencial de economia raramente está na redução de recursos, mas na eliminação de desperdícios. Contatos redundantes, jornadas padronizadas para clientes com perfis completamente diferentes e insistência em ações que já deixaram de gerar resultado representam custos silenciosos que comprometem a eficiência da operação.

Neste artigo, você entenderá onde esses desperdícios surgem, como identificá-los e quais estratégias permitem reduzir custos na cobrança sem comprometer a recuperação de crédito.

Em operações de cobrança, o maior potencial de economia raramente está na redução de recursos, mas na eliminação de desperdícios. Contatos redundantes, jornadas padronizadas para clientes com perfis completamente diferentes e insistência em ações que já deixaram de gerar resultado representam custos silenciosos que comprometem a eficiência da operação.

Neste artigo, você entenderá onde esses desperdícios surgem, como identificá-los e quais estratégias permitem reduzir custos na cobrança sem comprometer a recuperação de crédito.

Como reduzir custos na cobrança sem diminuir a recuperação?

Reduzir custos na cobrança não significa cobrar menos, mas sim cobrar de maneira mais inteligente.

Na prática, empresas conseguem diminuir despesas operacionais quando passam a:

  • eliminar contatos que não geram recuperação incremental;
  • segmentar clientes conforme comportamento e risco;
  • utilizar o canal certo para cada perfil de devedor;
  • automatizar etapas repetitivas da régua de cobrança;
  • acompanhar indicadores que relacionam custo e resultado, como o múltiplo de retorno de cada canal.

Em vez de aumentar indiscriminadamente o volume de contatos, operações mais eficientes concentram esforços em ações que realmente influenciam a decisão de pagamento.

Onde está o verdadeiro custo da cobrança?

Quando pensamos em custos operacionais, é comum olhar apenas para despesas visíveis, como ligações telefônicas, disparos de SMS e WhatsApp, plataformas de comunicação ou horas da equipe.

Mas esses raramente são os maiores responsáveis pelo aumento dos custos.

O verdadeiro desperdício está nas ações que geram atividade, mas não produzem resultado.

Imagine uma empresa que envia milhares de mensagens diariamente. À primeira vista, a operação parece produtiva. No entanto, se boa parte dessas mensagens é direcionada a clientes que pagariam espontaneamente ou para pessoas que já deixaram claro que não respondem àquele canal, o custo operacional cresce sem qualquer impacto relevante na recuperação.

É nesse ponto que surge uma das principais diferenças entre operações eficientes e operações caras: entender que volume não significa, necessariamente, eficiência. Enquanto um mede quantidade de contatos para devedores, a outra mede o impacto financeiro gerado por cada contato realizado.

Antes de discutir cortes de orçamento, portanto, a pergunta mais importante é: “quais atividades da nossa régua realmente aumentam a recuperação de crédito?”

O que aumenta os custos de uma operação de cobrança?

Diversos fatores fazem uma operação gastar mais do que deveria. Entre os principais estão:

  • excesso de tentativas de contato;
  • utilização de canais caros para todos os clientes;
  • falta de segmentação por perfil de pagamento;
  • processos manuais repetitivos;
  • ausência de indicadores de eficiência;
  • réguas de cobrança iguais para toda a carteira;
  • insistência em contatos cujo retorno já se tornou praticamente nulo.

Em conjunto, esses fatores elevam o custo operacional sem aumentar proporcionalmente a recuperação financeira.

3 erros que encarecem a operação de cobrança

1. Ignorar a recuperação incremental

Existe uma diferença importante entre um cliente que pagou após receber uma cobrança e um cliente que pagou por causa da cobrança.

Parte dos inadimplentes regularizaria sua situação espontaneamente poucos dias após o vencimento. Quando a empresa dispara imediatamente canais pagos –  como SMS ou ligações humanas –  para toda a carteira, ela acaba atribuindo mérito à cobrança por pagamentos que aconteceriam de qualquer forma.

Uma estratégia eficiente busca identificar quais contatos realmente alteram o comportamento do cliente. Sem essa análise, a operação tende a gastar recursos para recuperar valores que já retornariam naturalmente ao caixa.

2. Utilizar uma única régua para clientes completamente diferentes

Pessoas diferentes também possuem comportamentos diferentes. 

Alguns resolvem a pendência após um lembrete por WhatsApp. Outros respondem melhor ao e-mail. Há aqueles que só negociam quando recebem atendimento humano ou uma condição especial.

Elaborar exatamente a mesma jornada de cobrança para todos eles significará, inevitavelmente, desperdiçar recursos, se clientes de baixo risco receberem abordagens desnecessariamente caras, enquanto perfis mais complexos deixarem de receber estratégias específicas capazes de aumentar a recuperação.

Uma régua segmentada permite direcionar cada cliente para o canal, a frequência e a abordagem mais adequados ao seu perfil.

3. Continuar cobrando depois que o retorno desapareceu

Toda estratégia de cobrança está sujeita à chamada lei dos rendimentos marginais decrescentes. Nas primeiras interações ocorre a maior parte da recuperação financeira. Depois de determinado ponto, cada novo contato passa a gerar um retorno incremental cada vez menor, enquanto os custos continuam aumentando.

Em outras palavras, existe um momento em que insistir deixa de representar recuperação e passa a representar desperdício.

Por isso, uma pergunta deve orientar qualquer gestor: “em qual etapa da régua um novo contato deixa de justificar seu custo operacional?”

Empresas que conseguem responder a essa pergunta normalmente reduzem despesas sem afetar os resultados.

Eficiência da cobrança: os indicadores que realmente importam

Operações focadas apenas em volume costumam acompanhar indicadores como quantidade de ligações realizadas, e-mails enviados ou campanhas disparadas. Embora úteis para controle operacional, essas métricas não mostram se a cobrança está gerando valor para o negócio.

Indicadores mais interessantes incluem:

Recuperação por canal

Permite identificar quais canais entregam maior retorno financeiro considerando seu custo.

Essa análise ajuda a redistribuir investimentos entre WhatsApp, e-mail, telefone, SMS e demais meios de contato.

Abaixo, você confere um exemplo de como o múltiplo de retorno do canal é exibido na plataforma de cobrança Receiv:

Taxa de conversão por etapa da régua ou do funil de cobrança

Revela em quais momentos da jornada os pagamentos realmente acontecem.

Assim, torna-se possível eliminar etapas pouco efetivas e concentrar recursos onde há maior retorno.

Recuperação incremental

Seu objetivo é medir quanto da recuperação ocorreu efetivamente graças às ações da cobrança — e não apenas porque o cliente pagaria espontaneamente.

Como reduzir custos na cobrança na prática

A redução sustentável de custos depende menos de cortes e mais de eficiência operacional.

Três pilares costumam produzir bons resultados.

1. Priorize eficiência, não volume

Quando equipes são avaliadas apenas pela quantidade de contatos realizados, o comportamento natural é produzir mais ligações, mais mensagens e mais campanhas.

Quando passam a ser avaliadas por indicadores de eficiência, a lógica muda.

O objetivo passa a ser realizar os contatos certos, em detrimento de apenas cobrar.

2. Estabeleça uma governança para a régua de cobrança

Uma régua eficiente distribui esforços conforme comportamento, risco e tempo de atraso.

Um exemplo simplificado seria:

  • D+1 a D+5: lembretes automatizados por e-mail ou push.
  • D+6 a D+15: WhatsApp automatizado com segunda via do boleto e opções de negociação.
  • Após D+20: atendimento humano direcionado apenas aos clientes com maior potencial de recuperação ou maior impacto financeiro.

Essa lógica reduz custos operacionais sem comprometer a efetividade da cobrança.

3. Analise o custo marginal da recuperação

Nem todo aumento de recuperação justifica o investimento necessário para alcançá-lo.

Considere duas operações.

Indicador Operação A Operação B
Valor recuperado R$ 10 milhões R$ 12 milhões
Custo operacional R$ 500 mil R$ 900 mil
Retorno sobre investimento 20x 13,3x

À primeira vista, a Operação B parece superior.

Entretanto, recuperar R$ 2 milhões adicionais exigiu um investimento extra de R$ 400 mil.

A pergunta estratégica não é apenas “quanto recuperamos?”, mas “quanto custou recuperar esse valor adicional?”

Essa análise representa o conceito de custo marginal da recuperação, fundamental para decisões de investimento em cobrança.

Como saber se sua régua de cobrança está gerando desperdício?

Sua operação merece atenção se uma ou mais situações abaixo acontecem:

  • todos os clientes percorrem exatamente a mesma régua;
  • não existe segmentação por perfil de pagamento;
  • o custo por canal não é acompanhado;
  • a operação não sabe o múltiplo de retorno do canal;
  • ninguém mede recuperação incremental;
  • existem mais contatos do que pagamentos nas etapas finais da régua;
  • a equipe é avaliada apenas pelo volume de atividades;
  • não há revisão periódica da efetividade de cada etapa da jornada.

Quanto mais respostas positivas, maior a probabilidade de existirem custos ocultos comprometendo a rentabilidade da operação.

A tecnologia como aliada

Eliminar desperdícios exige visibilidade sobre dados que dificilmente podem ser acompanhados manualmente.

Plataformas especializadas permitem automatizar jornadas, segmentar clientes conforme comportamento, acompanhar indicadores em tempo real e identificar quais estratégias realmente geram recuperação incremental.

Na prática, isso significa direcionar os recursos certos para os clientes certos, utilizando o canal adequado e no momento mais eficiente.

O resultado é uma operação de cobrança mais inteligente, tecnológica, previsível e financeiramente sustentável.

Perguntas frequentes sobre redução de custos na cobrança

É possível reduzir custos sem diminuir a recuperação de crédito?

Sim. Quando a redução ocorre pela eliminação de desperdícios — e não pelo corte indiscriminado de recursos — muitas empresas conseguem reduzir despesas operacionais enquanto mantêm ou aumentam seus índices de recuperação.

Automatizar a cobrança reduz custos?

Na maioria dos casos, sim. A automação elimina atividades repetitivas, direciona contatos conforme regras pré-definidas e reserva a atuação humana para situações que exigem maior intervenção. No entanto, a automatização sem segmentação por comportamento ou perfil é, frequentemente, uma armadilha.

Como identificar desperdícios na régua de cobrança?

A melhor forma é analisar indicadores como recuperação por canal, recuperação incremental, taxa de conversão por etapa e custo por valor recuperado. Esses dados mostram quais ações realmente geram retorno financeiro.

Reduzir custos na cobrança é consequência de cobrar com inteligência

Uma operação de cobrança eficiente não é aquela que realiza mais contatos, mas sim aquela que recupera o maior volume financeiro utilizando a menor quantidade possível de recursos.

Por isso, reduzir custos não significa diminuir o esforço de cobrança. Significa eliminar desperdícios, investir nas estratégias que realmente geram resultado e utilizar dados para tomar decisões melhores.

Se a sua empresa quer reduzir custos ao mesmo tempo em que aumenta a recuperação, a Receiv pode ajudar nisso com a plataforma para a gestão de cobrança de ponta a ponta – com ela, é possível acompanhar a eficiência da operação, automatizar jornadas de cobrança, direcionar esforços para as ações com maior retorno financeiro e acompanhar diariamente todos esses indicadores citados.

Conheça a plataforma de cobrança favorita das empresas líderes de mercado: